APADRINHAMENTO AFETIVO - programa assiste 43 crianças e adolescentes no DF


Instituir programas com a participação da comunidade local e envolvê-la no processo educativo de crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento está entre as determinações do Estatuto da Criança do Adolescente (ECA).



E esta foi uma das inspirações para o Grupo Aconchego desenvolver o Apadrinhamento Afetivo, programa que proporciona a crianças e adolescentes em medidas protetivas de acolhimento a formação de novos vínculos afetivos junto a pessoas da comunidade.
Afastados provisoriamente de suas famílias por sofrerem negligências, maus tratos e/ ou abandono, crianças e adolescentes acolhidos precisam – para além do trabalho já realizado pelos profissionais destas instituições – de afeto, de aconselhamento e de vínculo para a promoção do seu desenvolvimento.
“Acredita-se que, às vezes, basta que encontrem uma pessoa significativa para que a esperança seja retomada”, explica a psicóloga e coordenadora do programa no Aconchego, Maria da Penha Oliveira.

Longe da filantropia e da caridade, e diferente da adoção propriamente dita, o processo de Apadrinhamento Afetivo visa incluir o afilhado ou a afilhada no projeto de vida do padrinho/ madrinha. Pode proporcionar, portanto, vivências afetivas que assegurem seu desenvolvimento e sua autoestima, além de possibilitar, dentre inúmeros ganhos, o rompimento do ciclo da dor do abandono e da rejeição.

No Distrito Federal, atualmente, mais de 40 crianças acolhidas em instituições contam com padrinhos e madrinhas. “Estes são pessoas movidas pelo desejo de fazer algo em prol da infância e da juventude, que, por meio do Apadrinhamento, são preparadas para mostrar a vida em uma família funcional e o cotidiano em sociedade, e para escutar e compartilhar histórias” comenta Penha.
Segundo ela, para que isso seja possível, “é preciso disponibilidade para criar vínculos, honrar compromissos, assumir responsabilidades e também sobreviver à quebra de expectativas”.

COMO PARTICIPAR
Os interessados em participar do programa devem preencher o cadastro no site do Aconchego e aguardar o convite para participar da primeira palestra ministrada pelo grupo, que em 2018 ocorrerá no dia 07 de abril.
Para se tornar padrinho ou madrinha, alguns requisitos são necessários, tais como:  ter mais de 21 anos (diferença de pelo menos 16 anos para o afilhado), ter disponibilidade para partilhar tempo e afeto com crianças/ adolescentes acolhidos; poder oferecer cuidados de qualidade e singularizados; participar dos encontros de sensibilização e de formação organizados pelo Aconchego; e não fazer parte do Cadastro de Adoção.

Sobre este último ponto, cabe esclarecer que madrinha e padrinho são diferentes de pai e mãe, tendo, assim, outro tipo de preparação para desempenhar tais funções. No caso de, no meio do processo de vinculação afetiva, o padrinho ou madrinha desejar se tornar pai ou mãe do afilhado (a), e este também revelar desejo de ser filho (a), o caso será encaminhado à Vara da Infância e da Juventude para avaliação e seguimento dos trâmites legais da adoção. 



SOBRE O GRUPO ACONCHEGO 
O Aconchego é uma entidade civil, sem fins lucrativos, fundada em dezembro de 1997, que trabalha em prol da convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento institucional.

Filiado à Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD o aconchego é reconhecido como referência em Brasília e conta com grande projeção nacional na criação de tecnologias sociais com vistas à garantia do direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, por meio de ações de intervenção com potencial para a transformação social e cultural.



ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO – GRUPO ACONCHEGO
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