10 MEDIDAS DE COMBATE À CORRUPÇÃO


Movimentos nacionais defendem as 10 medidas de combate à corrupção
Foto: EBC

Representantes de movimentos nacionais contra a corrupção participaram de uma audiência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Eles pedem a aprovação de uma legislação que aperfeiçoe o combate ao desvio de recursos públicos.
A representante do Movimento Vem Pra Rua, Celina Ferreira, criticou a não aprovação até agora dessas medidas propostas pelo Ministério Público, mas acredita que o Congresso pode aprová-las ainda este ano.
"A verdade é que a sociedade quer fazer as pazes com o Poder Legislativo, porque a sociedade acredita nos seus parlamentares, acredita que os parlamentares podem dar uma resposta positiva aos anseios que a sociedade quer, de uma sociedade mais justa."

Já a representante do Movimento Brasil Livre (MBL), Beatriz Kicis, disse que é preciso encontrar formas de acabar não só com a corrupção, mas também com a impunidade.

"A impunidade é a mãe da corrupção. Corrupção existe em todo o mundo, onde houver pessoas, pode haver corrupção. Por isso, eu tenho lutado muito, não contra a corrupção, mas contra a impunidade. A pessoa sabe que, se ela for corrupta, ativa ou passiva, ela será punida e com isso há uma intimidação natural."







Na audiência, o presidente da comissão, deputado Laerte Bessa, do PR do Distrito Federal, propôs que o dia 7 de abril, dia da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se torne o Dia Nacional de Combate à Corrupção.

FAKE NEWS - AS MAIORES FONTES


Pesquisa aponta que grupos de família no WhatsApp são o principal transmissor de fake News



As notícias falsas ganham cada vez mais força nas redes sociais, e de acordo com um estudo realizado pela Universidade de São Paulo, o maior transmissor das fake news são os grupos de família no WhatsApp. 
Isso mesmo, no aplicativo de conversas sempre tem um parente que divulga informações que deixam aquela pulga atrás da orelha.

A pesquisa foi feita pelo Monitor de Debate Político no Meio Digital e recebeu questionários respondidos, na internet, por mais de 2,5 mil pessoas.
Como referência, os pesquisadores utilizaram as informações replicadas sobre a vereadora do Rio de Janeiro que foi morta no último mês: supostas fotos dela com o traficante Marcinho VP, e também que ela teria ficado grávida dele. O estudo conseguiu identificar as dimensões da distribuição, mas não a origem do conteúdo.

O jornalista Diego Iraheta, especialista em identificar fake news, explica o significado do termo.
“Uma fake news é toda informação que é compartilhada sem as pessoas saberem qual é a sua origem. E essa informação, quando ela foi produzida, seja um áudio no WhatsApp, uma corrente, uma mensagem que as pessoas começam a divulgar e espalhar com uma grande velocidade, essa informação não foi checada. Então, uma fake news pode ser um boato, uma mentira que foi arbitrariamente pensada, por exemplo, por um político para atacar seu adversário.”

De acordo com a pesquisa da USP, 916 pessoas receberam mensagens que relacionavam a vereadora ao traficante. Dessas, mais da metade responderam ter recebido o conteúdo nos grupos de família do aplicativo, 32% em grupos de amigos, 9% em grupos de colegas de trabalho e outros 9% por mensagens diretas.
Na pesquisa, a maior parte de respostas foram de mulheres com mais de 20 anos.



GERALDO ALCKMIN NA BERLINDA


MP de São Paulo vai investigar o tucano por improbidade administrativa



O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para investigar um suposto ato de improbidade administrativa envolvendo Geraldo Alckmin, candidato à presidência da República pelo PSDB.

A ação do MP paulista apura suspeita de caixa 2, com o pagamento de vantagem indevida pelo grupo Odebrecht. Na época, Alckmin assumia o cargo de governador de São Paulo.

Os investigadores suspeitam da participação do cunhado do tucano, Adhemar César Ribeiro, além de Marcos Monteiro, que foi secretário de Planejamento na gestão de Alckmin.
Delatores da empreiteira Odebrecht informaram que o ex-governador recebeu cerca de 10 milhões de reais em propina. Além disso, o inquérito apura se Alckmin deixou de declarar dois milhões de reais para a campanha de 2010, e 8,3 milhões de reais para a campanha de 2014.

A assessoria do ex-governador informou, por meio de nota, que Alckmin "vê a investigação com tranquilidade e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos". Também por meio de nota, a Odebrecht informou que "está colaborando com a Justiça.”
O inquérito contra Geraldo Alckmin foi instaurado por meio de portaria assinada pelos promotores Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Milani.


A SEMANA NOS TRÊS PODERES


Aécio réu, Demóstenes elegível e Temer com popularidade no calcanhar



Em dias de poucas discussões no Legislativo e as articulações do Executivo para tentar reverter a impopularidade do presidente Michel Temer, couberam ao Supremo Tribunal Federal os holofotes das principais decisões tomadas nesta semana.


Mexidas de peças no tabuleiro de diversos partidos. A começar por aquele que já foi o principal representante da oposição ao governo do PT: Aécio Neves.
O ex-presidente do PSDB e presidenciável tucano agora é réu. Por 5 votos a zero, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu receber a denúncia contra o senador de Minas, acusado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça.
 De acordo com a denúncia, Aécio teria pedido R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista em troca de favores políticos. A PGR ainda o acusa de tentar atrapalhar o andamento da Operação Lava Jato. Em mais uma declaração a jornalistas, em que se nega a responder perguntas, o senador apenas afirmou que provará a 'absoluta legalidade e correção' de seus atos.


O poder do Supremo de apertar uns, também serviu para afrouxar outros. Por 3 votos a 2, a Segunda Turma do STF decidiu que o ex-senador Demóstenes Torres poderá se candidatar a uma vaga ao Senado nas próximas eleições. Demóstenes, que é de Goiás, teve o mandato cassado em 2012, depois de ser flagrado em uma conversa telefônica negociando com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar um esquema de jogos ilegais.
Pela Lei da Ficha Limpa, o ex-senador permaneceria inelegível este ano, mas o entendimento da maioria dos cinco ministros foi o de que, se as provas que embasaram sua cassação acabaram anuladas pela Justiça, o que acabou acontecendo, não havia mais sentido ele ser impedido de concorrer à eleição.


Esta semana o Supremo também concedeu ao deputado federal Paulo Maluf o direito de se manter em prisão domiciliar. Maluf, que tem câncer e passa por um tratamento, permanecerá em casa. Ele até chegou a ficar cerca de dois meses preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, até garantir a saída para cuidar da saúde.


Enquanto isso, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue repercutindo. Nesta semana, onze senadores da Comissão de Direitos Humanos do Senado visitaram Lula na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. A justificativa apresentada à justiça era de que a viagem, de caráter oficial, tinha como propósito verificar se as instalações, onde estão Lula e outros detentos, são adequadas.
Os parlamentares fazem parte de partidos de esquerda: PT, PCdoB e PSB.

Já o apartamento triplex do Guarujá, aquele responsável pela condenação que mandou Lula para a cadeia, foi ocupado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e da Frente Povo Sem Medo. O imóvel foi atribuído ao ex-presidente como um presente da construtora OAS. Seria, de acordo com as acusações, uma retribuição em troca do favorecimento da empresa em contratos com a Petrobras.
A justificativa dos militantes é: “Se o triplex é do Lula, podemos permanecer. Se não é, por que ele está preso?”, questionaram.


E se as coisas estão péssimas pra Lula, ruins para Aécio, nada boas para Maluf, mas melhores para Demóstenes, com o presidente Michel Temer elas andam de mal a pior. Pesquisa Datafolha apontou que 70% da população entrevistada consideram o seu governo ruim ou péssimo.
Um banho de água fria para quem tem planos de entrar no páreo e disputar a reeleição em outubro.

Fonte: Agência do Rádio -  Hédio Júnior

DEPRESSÃO NOS ESTUDOS


Estudantes de pós-graduação têm mais chance de terem depressão



Pesquisa foi feita com mais de 2.200 estudantes de 26 países

Depressão e ansiedade são transtornos frequentes na vida de pessoas que se dedicam à pós-graduação. É o que mostra uma pesquisa da Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo, esses estudantes têm seis vezes mais chances de experimentar os sintomas. Durante a pesquisa, mais de 2.200 estudantes foram entrevistados, em 26 países. 90% eram alunos de doutorado, e os outros 10% de mestrado.

Nos resultados, 41% dos estudantes mostraram sinais de ansiedade, e 39% de depressão. Na população geral, a média é de 6%.
Os pesquisadores cruzaram as respostas e encontram alguns motivos em comum para os transtornos. O primeiro foi o gênero. Os grupos mais vulneráveis à depressão e ansiedade são os transgêneros, seguidos das mulheres e, por último, os homens.

Outro fator é a vida-trabalho, que envolve falta de equilíbrio e de vida saudável. Por último, o estudo mostrou que muitas vezes os estudantes não acham que recebem a atenção devida dos orientadores e professores do curso.

A VERDADE SOBRE A UnB


Pior que uma mentira é uma meia-verdade.
*João Marcelo Marques Cunha


O problema da Universidade de Brasília não é gestão, nem expansão desordenada, mas descaso do governo federal em assegurar suas plenas condições de funcionamento. 

1. Entre os anos de 2016 e 2018, os recursos destinados à manutenção (limpeza, segurança, luz, água, refeições no Restaurante Universitário) da UnB passaram de R$ 379 milhões, em 2016, para R$ 229 milhões em 2018. Somente dos recursos vindos do Ministério da Educação (MEC), houve redução de aproximadamente R$ 80 milhões para essa finalidade.

2. Em 2017, R$ 22,76 milhões não puderam ser empenhados por restrição de limite de empenho.

3. Bloqueio de R$ 37,14 milhões dos recursos da LOA 2017, sendo R$ 18,96 milhões destinados ao custeio da Instituição e R$ 18,17 milhões para investimento, com desbloqueio apenas no fim do exercício, o que prejudicou o planejamento e a execução do orçamento da Universidade.

4. Impossibilidade de ampliação dos recursos na fonte de recursos próprios por excesso de arrecadação, por conta da Emenda Constitucional 95 (PEC do Teto).

5. Com relação a recursos de investimento, houve uma redução do orçamento de R$ 62,151 milhões, em 2016, para R$ 28,211, em 2017, sem contabilizar emendas parlamentares. Somente da fonte Tesouro, os recursos caíram de R$ 47,151 milhões para R$ 8,211 milhões.

6. O deficit da UnB estimado para 2018 está em torno de R$ 92 milhões, entre os gastos previstos e a verba repassada.

7. Embora o orçamento total da UnB de 2018 seja um pouco maior em relação a exercícios anteriores, o valor disponível para o pagamento de suas despesas de manutenção, bem como o montante destinado a investimento, representam apenas 15,2% do total.





SALÁRIO MINIMO R$ 1.002,00 – É a proposta do Governo para 2019


De acordo com o governo, o salário mínimo para o ano que vem pode ser de R$ 1.002, um aumento de 5% em relação ao deste ano, que é de R$ 954. 

Esse valor consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que foi enviada para o Congresso Nacional. Se for aprovado pelo Legislativo, será a primeira vez que o salário irá superar o valor de R$ 1 mil.
A regra para o reajuste funciona da seguinte forma: o mínimo tem que ser corrigido pela inflação do ano anterior e é medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC. É somado ainda à variação do Produto Interno Bruto dos dois anos anteriores, que é o total dos bens e dos serviços produzidos no país.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, define os parâmetros e as metas fiscais para a elaboração do orçamento do ano seguinte. E para o ano que vem, a equipe econômica manteve a meta de déficit primário em R$ 139 bilhões. Esse déficit primário simboliza o resultado negativo nas contas do governo, sem o pagamento de juros da dívida pública. Pela legislação, o governo tem que enviar o projeto até 15 de abril de cada ano.


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