SUICÍDIO INDÍGENA - o maior número de casos do Brasil

Diagnóstico inédito sobre o suicídio no Brasil revelou que, na comparação entre raça e cor, o maior número de novos casos está ocorrendo entre a população indígena. 



A taxa de mortalidade entre os indígenas é de 15 óbitos para cada 100 mil habitantes, número quase três vezes maior do que o registrado entre brancos e negros. A faixa etária que concentra o maior número de morte é dos 10 aos 19 anos, que somam 44% deste total. Na tentativa de combater essa realidade, a Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI), lançou a Agenda Estratégica de Prevenção ao Suicídio entre Povos Indígenas, como explica o secretário Marco Toccolin.

 “Nós pretendemos trabalhar com a institucionalização dessa agenda nos DSEI. São 16 os DSEI prioritários em que tange a nossa preocupação relativa a fortalecer e ampliar essa atuação das equipes de saúde que atuam nas aldeias. Também, estabelecer uma política permanente de prevenção ao suicídio. E também identificar, avaliar e eliminar esses fatores de vulnerabilidade que provoquem o suicídio na população indígena”.
Marco Toccolin.
Secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde.

A psicóloga Maria Cristina de Lima trabalha em uma das equipes de saúde que atuam diretamente nas aldeias. Segundo ela, a população indígena sofre com casos graves que levam ao suicídio.

 “Dentro da saúde indígena, tem as mesmas problemáticas que tem nas grandes cidades. A gente tem problemas com a questão do uso de álcool, drogas. A gente tem problema de depressão, indígenas que têm depressão, indígenas que passam por problemas de violência, indígenas que têm problemas com a questão do suicídio, existem muitas tentativas de suicídio. Então o trabalho do psicólogo é extremamente importante para acolher”.
Maria Cristina de Lima.
Psicóloga.

A primeira estratégia adotada pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento do suicídio nessa população foi a implantação da vigilância epidemiológica nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, a partir de 2010. Nessa iniciativa foi realizada a coleta, organização e análise de dados que vão colaborar na compreensão do problema e na busca por estratégias de prevenção e intervenção.

Fonte: Agência do Rádio (Janary Damacena).

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