MULHERES ocupam 40% dos cargos de chefia na Emater-DF


A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) tem 40% dos cargos de chefia ocupados por mulheres, média muito superior à nacional no setor agropecuário.

De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, a participação feminina em cargos de gestão nas atividades relacionadas ao campo (agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura) é de 6%.

A Emater-DF tem 62 cargos de chefia e coordenação de programa, dos quais 25 (40,3%) são ocupados por mulheres. A participação feminina no quadro da empresa e o nível de qualificação também são altos. Dos 280 funcionários da empresa, 138 são mulheres (49,2%), e mais da metade delas possui algum tipo de especialização (pós-graduação, mestrado e doutorado).

A diferença no perfil da Emater-DF em relação ao restante do país começa na presidência da empresa. Pela primeira vez em 40 anos de atividade, a Emater-DF é comandada por uma mulher – a advogada Denise Fonseca, funcionária de carreira que há 22 anos trabalha na empresa.

“Isso mostra que competência não tem gênero. Sinto-me muito honrada por ser a primeira mulher a ocupar o cargo, porque é uma sinalização clara da valorização feminina em uma empresa que já tem um histórico de combate ao preconceito e à desigualdade de gênero.”

Denise Fonseca
Diretora da Emater-DF

A médica veterinária da Emater-DF, Flávia Lage, trabalha na extensão rural desde 1993 e lembra que já passou por diversas situações desagradáveis, como a de um produtor que não queria ser atendido por uma mulher.

“Mas hoje me considero uma profissional reconhecida. Com investimento em muita capacitação vamos conquistando nosso espaço por mérito e competência. Mas acredito que o esforço feminino ainda é bem maior, pois além de muito exigentes com a qualidade do trabalho também nos cobramos muito em relação à família e em especial aos nossos filhos”.
Flávia Lage
Médica veterinária da Emater-DF

MUDANÇA DE PARADIGMA
Na demais empresas de assistência técnica e extensão rural, a média de dirigentes mulheres é maior do que a média nacional. Das 27 entidades públicas de extensão rural existentes no Brasil, sete possuem dirigentes mulheres, o equivalente a 26% do total. Há oito anos, apenas uma tinha uma dirigente mulher.
O trabalho de extensão rural também tem mudado de forma a promover o empoderamento da mulher do campo. Na década de 1950, as economistas domésticas eram mulheres que prestavam assistência às esposas dos produtores, ensinando cuidados relativos à alimentação e saúde da família, hortas domésticas, reforçando a ideia de que o papel da mulher na sociedade na época restringia-se ao privado. Hoje, há programas, projetos e políticas públicas para que elas sejam protagonistas nas atividades produtivas.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social - Emater-DF

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