MARCO AURÉLIO VIEIRA DE SOUZA / União e foco na gestão democrática


Salvar vidas e ajudar as pessoas sempre foi a missão de Marco Aurélio Vieira de Souza. 


Reconduzido à Coordenação da Regional de Ensino de Sobradinho – posto que já ocupou em 2015 –, ele vai auxiliar na formação da vida estudantil de mais de 20 mil jovens.

Antes de assumir a função de professor na rede pública do DF, em 1995, Marco Aurélio foi policial militar, trabalhou no Corpo de Bombeiros e também atuou como assessor no Ministério da Educação. Por mais de dez anos, esteve na regência de classes, ministrando aulas de matemática e biologia para alunos dos ensinos fundamental médio.  
Foi coordenador pedagógico do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Regional de Ensino do Paranoá, onde também assumiu o cargo de chefe de censo e estratégia de matrícula da Unidade de Planejamento (Uniplaj). Também já foi eleito pela comunidade para assumir a direção do Centro Educacional da Fercal. Em entrevista à Agência Brasília, ele enumera algumas dificuldades da Regional de Sobradinho e apresenta propostas de solução.






“Os maiores desafios da regional são a construção de creches na região da Fercal, do Lago Oeste e da Nova Colina; um Centro de Educação Infantil [CEI] em Sobradinho II; um Centro Fundamental [CF] em Nova Colina e um Centro de Ensino Médio [CEI] na Fercal. Esse último é urgente, porque hoje a Secretaria de Educação não oferece naquela região o ensino médio. Todos os alunos do local precisam se deslocar para Sobradinho ou Sobradinho II. A gente também está pleiteando a construção de um Centro Interescolar de Línguas [CIL] em Sobradinho II”.





“Sobradinho universalizou o atendimento para crianças a partir dos quatro anos de idade. Hoje, o que temos são situações pontuais em que a família deseja um turno ou escola específica e, diante dessa escolha individual da família, nem sempre conseguimos atender. Mas, atualmente, nossa rede atende toda a demanda de creche da nossa comunidade”.






“A coordenação Regional de Sobradinho atende às regiões administrativas de Sobradinho, Sobradinho II e Fercal, com 47 escolas públicas (35 urbanas e 12 rurais) e cinco creches.
A nossa gestão está focada em melhorar as notas do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica] e nós já começamos a trabalhar para que isso aconteça desde o início do ano. Na última avaliação, fomos bem. Nos anos iniciais, ficamos acima da média nacional – a média foi 5.9. Nos anos finais, o resultado foi um pouco abaixo da média nacional. Registramos 4.2, enquanto a média nacional foi 4.4. No ensino médio, em virtude da falta de quórum de alunos no dia da aplicação, infelizmente não registramos nota. Para melhorar esse quadro, faremos um acompanhamento sistemático do fazer pedagógico nas escolas”.




“Uma das nossas ações já nessa perspectiva de melhorar os índices do Ideb foi a de repassar a prerrogativa da escolha do chefe da Unieb, que é a nossa unidade de educação básica que cuida do pedagógico, para os diretores. No início do ano, fizemos uma assembleia, quando os diretores indicaram de forma democrática o nome para o próximo chefe da Unieb. Isso fortalece o pedagógico da regional, uma vez que esse chefe tem legitimidade junto ao grupo de diretores. Essa parceria fortalece o pedagógico, encurta caminhos para que tenhamos uma ação mais forte, mais centrada no pedagógico”.




“A nova gestão democrática é focada em parcerias, porque é o que tem dado certo. Temos vários exemplos disso. O primeiro é o nosso teatro – o único teatro da região de Sobradinho, Sobradinho II e Fercal. É um espaço público, anexo a uma das nossas escolas, o Centro Educacional 2. É um orgulho para nossa regional, porque é muito bem-cuidado. Quem administra é uma professora aposentada, que mantivemos aqui na regional, executando essa rotina de cuidar, promover e fazer agendas. Ela acompanha toda a questão da manutenção. Eu diria que nosso teatro hoje é um exemplo para o Distrito Federal. Outro destaque da nossa regional é a biblioteca setorial, que é um modelo de biblioteca também cuidada com o maior zelo e estrutura de iluminação, acústica, conforto térmico. Lá, atendemos estudantes não só da rede pública, mas também particular e comunidade de forma geral. O terceiro destaque que eu colocaria seria o da nossa própria regional, que, até o ano passado, estava em um prédio que custava certa de R$ 70,5 mil de aluguel por mês aos cofres públicos. Para economizar, pegamos dois galpões que estavam abandonados, fizemos uma manutenção, corrigimos defeitos, arrumamos parte elétrica, hidráulica, fizemos divisórias de drywall, iluminação… Hoje, temos uma regional em prédio próprio que nos oferece conforto e economicidade”.



Fonte: Agência Brasília - Renata Moura
Foto: Internet


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