TRAGÉDIA EM BRUMADINHO - Imprensa internacional repercute e acompanha busca por corpos


O rompimento da barragem em Brumadinho em Minas Gerais, repercutiu no noticiário internacional durante todo o fim de semana.
Alguns jornais falaram de crime ambiental e lembraram da tragédia que ocorreu em Mariana, há três anos.
O canal britânico Sky News, por exemplo, destacou as 300 pessoas desaparecidas e descreveu a correnteza de lama e os resgates dramáticos. A emissora também mostrou a visita do presidente Jair Bolsonaro à região e entrevistou um geólogo, que disse que acidentes assim podem ser evitados.

A rede britânica BBC ouviu um jornalista estrangeiro no Brasil e falou sobre crime ambiental. No site, a reportagem cita a declaração do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que disse que há pouca probabilidade de encontrar sobreviventes no local. A BBC também mostrou imagens do antes e depois do rompimento da barragem.

A tragédia ambiental também foi repercutida no jornal The Guardian.

Com o título de “Rompimento de represa no Brasil: centenas de desaparecidos após desastre na mineração”, o texto destaca a onda vermelha de rejeitos de minério, além do alerta para o risco de contaminação. O jornal inglês também informou que o Museu de Inhotim, um dos maiores a céu aberto do mundo, localizado em Brumadinho, foi esvaziado, mas que uma pousada próxima do local foi completamente destruída.

O jornal norte-americano, New York Times, destacou que a responsável pela barragem de Brumadinho é a Vale, a mesma empresa proprietária da barragem que rompeu em Mariana, em 2015.
Já o francês Le Monde destacou o número de desaparecidos na tragédia. O texto trouxe o relato do chefe dos Bombeiros e lembrou as cidades que foram totalmente destruídas na tragédia em 2015.

O jornal espanhol El País também falou sobre a busca dos bombeiros a mais de 200 desaparecidos e lembrou que este acidente ocorreu pouco mais três anos após a tragédia de Mariana.

De acordo com o último boletim divulgado pelas autoridades, mais de 290 pessoas continuam desaparecidas no local do desastre e 60 mortos já foram confirmados pelo Corpo de Bombeiros.
A expectativa da Defesa Civil é que esse número aumente ainda mais nas próximas horas.

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