EMBRIAGUEZ AO VOLANTE - acusado de matar é condenado pelo júri popular

Foto Ilustrativa


O Tribunal do Júri de Taguatinga condenou Renato Pereira 
Ribeiro a 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por ter causado a morte de Giane Tavares Gama, no dia 1º de junho de 2012, em frente ao bar Potiguar Caldos, localizado na QNL de Taguatinga.

Renato foi condenado por homicídio qualificado por gerar perigo comum, pois, conforme consta nos autos, no dia dos fatos, o acusado dirigia embriagado, em altíssima velocidade e pela contramão, em uma avenida movimentada. Em decorrência da atitude, acabou por atropelar a vítima, que atravessava a pista com a atenção voltada para o fluxo normal de veículos.
Após o atropelamento, colidiu com outros dois veículos, um deles trafegando corretamente em sua mão de direção e outro estacionado. Consta também que, com a conduta, numa avenida movimentada de centro urbano, em horário de pico, Renato impôs risco a todas as pessoas que ali transitavam, gerando, assim, perigo comum.

Após a condenação, não foi dado ao acusado o direito de recorrer em liberdade, porque o réu, mesmo depois de ter se envolvido num acidente com morte, já se envolveu em outras duas situações relacionadas a embriaguez ao volante, ou seja, continuou dirigindo sob o efeito de álcool, demonstrando, com isso, segundo o juiz, certo desrespeito e descrença em relação às leis vigentes em nosso país.

Sendo assim, o magistrado registrou que os elementos constantes dos autos permitem concluir com segurança que o réu, solto, pode reiterar a conduta de dirigir sob a influência de álcool e colocar a incolumidade física e a vida de outras pessoas em risco.

No julgamento, que ocorreu na quarta-feira, dia 7 de novembro de 2018, Renato foi condenado como incurso no artigo 121, § 2º, inciso III do  Código Penal.

CABE RECURSO DA SENTENÇA.


Processo: 2012.07.1.016893-7


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