LULA É INELEGÍVEL – Repercussão da decisão do TSE

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral votaram por barrar a candidatura do ex-presidente Lula em sessão extraordinária de mais de 11 horas.


Com base na Lei da Ficha Limpa, 6 dos 7 magistrados entenderam que Lula é inelegível.

A Corte decidiu que o PT tem dez dias para indicar o substituto do ex-presidente. 


O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, deve ser oficializado como o candidato do partido ao Planalto, com Manuela D’Ávila como vice da chapa.

Inicialmente, havia sido deliberado que, enquanto não houvesse a troca, a legenda não poderia fazer campanha nem utilizar o tempo de rádio e TV. No final da sessão os ministros se reuniram por cerca de 30 minutos e decidiram voltar atrás na decisão de proibir a propaganda eleitoral do PT, atendendo a um pedido da defesa. O partido poderá utilizar seu tempo em rádio e TV, desde que Lula não apareça como candidato.
O registro da candidatura do petista foi alvo de 16 contestações de adversários e da Procuradoria-Geral Eleitoral. Votaram por negar o registro da candidatura o relator do processo, Luís Roberto Barroso, e os ministros Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e Rosa Weber, presidente do TSE. O único a votar a favor foi Edson Fachin.

REPERCUSSÃO
A decisão do Tribunal Superior Eleitoral em barrar a candidatura do ex-presidente Lula foi repercutida pelos postulantes ao Planalto.
Por meio das redes sociais, Álvaro Dias (Podemos) afirmou que o TSE “respeitou o Brasil decente e julgou o que nem deveria ter sido julgado”.
Jair Bolsonaro (PSL) disse que “estamos presenciando um exemplo prático do que é um país com sua soberania ameaçada”.
Henrique Meirelles (MDB) destacou que é confusa a forma como o PT caminha na disputa ao Palácio do Planalto.
Favorável ao ex-presidente, Guilherme Boulos (PSOL) afirmou que o TSE “confirmou jogo de cartas marcadas contra Lula” e chamou a sessão da Corte de “mais um capítulo da desmoralização do Judiciário”.

REPERCUSSÃO INTERNACIONAL
A inelegibilidade de Lula também foi destaque na imprensa internacional.
O New York Times chamou atenção para o fato do ex-presidente ainda ter muito apoio mesmo preso e impedido de concorrer ao Planalto.
O El País estampou que a Justiça brasileira "estreitou o cerco legal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva praticamente até o limite".
O Diário Clarín, da Argentina, enfatizou que o PT não poderá usar a imagem de Lula como candidato na propaganda eleitoral.
Na Itália, o La Repubblica destacou que, "durante a longa sessão do TSE, os magistrados se convenceram de que não há dúvidas quanto ao fato de Lula ficar inelegível com base na 'lei da ficha limpa”.
O francês Le Monde, por sua vez, noticiou a decisão do TSE e relembrou o processo no qual Lula foi condenado a 12 anos de prisão pelo caso de um tríplex no Guarujá.

Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde 7 de abril, após ser condenado em segunda instância na operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Fonte: Agência do Rádio -Thiago Marcolini

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