UMA REDE DO BEM PARA MÁRCIA - Mulher luta contra câncer há dez anos

A secretária executiva Márcia de Oliveira Freitas, 40 anos, tenta vencer um linfoma há dez. 


Agora, desacreditada pelos médicos, busca ajuda para custear um tratamento alternativo com células tronco. Ela precisa juntar pelo menos R$ 100 mil para arcar com gastos com consultas, medicamentos e com a intervenção. A fim de arrecadar a quantia, lançou campanha na internet e realiza duas rifas.

Segundo Márcia, o tratamento com células tronco foi indicado por seu médico.
 “Estou com um problema no fígado e, até que descubram o que é, não poderei continuar com a quimioterapia”, esclarece.
“O médico também disse que já tomei muitos medicamentos, então precisaria de um transplante de medula. Acontece que o transplante, além da dificuldade de compatibilidade, tem alto índice de mortalidade, por isso quero tentar outras coisas”, completa a moradora do Guará. 

Para iniciar a terapia, ela procurou um centro de medicina integrativa, localizado na Asa Sul.
“A unidade tem profissionais de várias áreas, que estão avaliando as melhores opções para mim. Neste caso, eles não aceitam convênio e só a consulta é quinhentos reais. Um tratamento com imunoglobulina(para fortalecer o sistema imunológico), por exemplo, ficaria na faixa dos quinze mil”, avalia.

Sem contar com os gastos mensais que ela já tem com remédios, “algo em torno de dois mil reais”, calcula. Essas drogas servem não só para tratar o câncer, como os efeitos colaterais dele. “Tive que entrar na justiça porque uma das medicações vem da Suíça, é caríssima, e o convênio não queria custear. Consegui, mas ainda arco com muitas coisas do próprio bolso”, afirma.

A secretária, que precisou se aposentar por invalidez para tratar a doença, ainda precisará mudar completamente a alimentação e tomar uma série de vitaminas importadas de agora em diante, o que acarretará em mais despesas.
“Durante os anos de tratamento desenvolvi várias alergias e intolerâncias, entre elas à lactose. Então, por recomendação médica, daqui para frente os alimentos precisam ser zero lactose, orgânicos, e sabemos, são bem mais caros. Acredito que meus gastos irão triplicar”.

De acordo com Márcia, é a primeira vez que ela e a família pedem ajuda financeira para combater o câncer.


“Sempre nos viramos, mas estamos realmente precisando. Estou com apenas três mil reais na conta. Meu marido até colocou umas rodas de carro para vender para tentar levantar algum dinheiro”, comenta.








Mesmo diante de tantas dificuldades, ela não perde a fé.
“Creio que Deus tem um propósito em todas as coisas, por isso sigo firme, lutando. Eu tenho vontade de fazer muitas coisas na minha vida ainda. Quero ser mãe, viajar, trabalhar. Sonho em ser policial civil, estava até começando os estudos para um concurso e tive que dar um tempo neste objetivo para me cuidar. Mas creio que Deus ainda vai mudar a minha história”, encoraja-se.

E fala de caridade: “Acho que temos que nos colocar no lugar dos outros, hoje sou eu, amanhã pode ser qualquer um. Conto com a ajuda de pessoas do bem, que possam fazer algo por mim”, emociona-se.

DESCOBERTA
Após fazer uma simples ecografia, em 2007, Márcia descobriu um linfoma – patologia benigna ou maligna resultante da proliferação de tecido linfoide – de células B.
“Procurei um hematologista e fiquei internada no HRAN (Hospital Regional da Asa Norte) na época, mas não fizeram nada, não tinha reagente para fazer os exames, então toda vez que eles colhiam voltavam sem respostas porque não tinha o tal reagente”, recorda.

Mais tarde, a biópsia mostrou que a patologia era maligna, ou seja, um tipo de câncer. O tempo passou e a doença evoluiu, atingindo o baço.
“Tive uma esplenomegalia (aumento do baço) e precisei retirá-lo. Meu baço estava tão grande que o médico disse que a cirurgia foi praticamente um parto”, lembra.

Mas o câncer não cessou e começou a atingir outros órgãos, como tórax e  região ilíaca, localizada próxima ao quadril, do lado direito.
“A médica me disse então que teríamos que fazer quimioterapia, pois como já havíamos retirado o baço e o câncer não regrediu, não teria cura. Eu precisaria conviver com ele pelo resto da minha vida”.

Em 2008, um ano após receber a notícia da doença, Márcia iniciou a quimio. Foram 21 dias de ataque à doença, nos quais ela perdeu os cabelos e até as sobrancelhas.

CÂNCER NA FAMÍLIA
Em meio as sessões de quimioterapia, a mãe de Márcia também descobriu um câncer no pulmão, já em estágio metastático. “Fazíamos quimio juntas, até que um dia ela se foi”, lamenta.
Meses depois, foi a vez do pai de Márcia, com câncer no intestino. “O internamos num dia e ele faleceu no outro”.

Até o cachorro da secretária executiva teve leucemia. “Ele também fez quimio. Inclusive, a veterinária pedia que não tivéssemos muito contato(referindo-se ao animal) para não afetar o meu tratamento”.

Depois de tantos episódios de perda e de dor sucessivos, vieram a depressão e a síndrome do pânico. ”Doenças pelas quais também me trato com medicação e terapia até hoje”, conta.

COMO AJUDAR?
No momento, Márcia está rifando uma cesta com produtos da loja Imaginarium, com copo, canudo Luxo Uattm, caneca Rosa Diva e uma lancheira de neopreme da linha corujinha, orçada em mais de cem reais. Ela também rifa um macacão preto comercializado por R$ 130 (fotos abaixo).
Qualquer uma das rifas custa apenas R$ 10. Assim que as cartelas encherem, ela realizará os sorteios dos produtos.

Quem quiser ajudar pode entrar em contato com ela e transferir ou depositar dinheiro na conta disponibilizada para receber valores referentes às rifas e contribuições.


“Quero ser mãe, viajar, trabalhar, sonho em ser policial civil, mas tive que dar um tempo neste objetivo para me cuidar”. “Conto com a ajuda de pessoas do bem, que possam fazer algo por mim". 








Ela também fez uma página contando sua história no site de doações Vakinha.

SERVIÇO
Conta para doações ou compra da rifa:
Nome titular: Márcia de Oliveira Freitas
Conta poupança: 00704843-2 / Agência: 0647 Operação 013
CPF: 793.701.441-53
Link do site Vakinha:  http://bit.ly/2A1gO0b


Fonte: Ludmila Rocha



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