CINECLUBE FEITO POR MULHERES no Teatro Dulcina

Cada vez mais o cinema brasileiro pulsa, mostra suas múltiplas vertentes e comprova que o Brasil tem, sim, temas ricos e cineastas de qualidade. As mulheres, nem sempre conhecidas e reconhecidas na história da sétima arte nacional, há tempos tentam mudar este cenário. Afinal, por trás das lentes e de seus olhares sensíveis, mas também ácidos e críticos, diretoras brasileiras esbanjam um material de tirar o fôlego da plateia com coloridos únicos de quem abre espaço para outros ângulos e percepções. 

Cineastas famosas e também pouco conhecidas, veteranas e contemporâneas agora terão sua vez! Aliás, a vez é só delas.  Em um projeto que veio à luz partindo do questionamento sobre o lugar da mulher no cinema  brasileiro, diretoras, produtoras, pesquisadoras  e artistas  da capital federal uniram suas múltiplas experiências no mercado cinematográfico e na arte, em geral, para promover um cinema que colocará em foco as protagonistas do cinema do Brasil.

 O projeto Cine Cleo estreia no dia 19 de outubro com destaque para   produtoras , diretoras, atrizes, pesquisadoras e críticas envolvidas com esta arte.  Na sessão que terá início nesta quinta-feira, às 19h, na sala  Conchita da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (Conic – Setor de Diversões Sul), serão exibidos os curtas-metragens Travessia (RJ), de Safira Moreira, e Abigail, de Valentina Homem e Isabel Penoni (PE). Ainda, o longa-metragem Aracati, de Julia de Simone e Aline Portugal (CE). O cineclube ocupará o Conchita quinzenalmente sempre às quintas-feiras, a partir das 19h, até agosto de 2018.

Nesta primeira quinzena o tema será Tradições e Rupturas. O melhor: a entrada é gratuita e dará oportunidade para o público conhecer produções raras, de todos os estados do Brasil, feitas exclusivamente por elas. As sessões serão sempre acompanhadas por debates ao final guiados por pesquisadoras do cinema do Distrito Federal que colocam os direitos das mulheres em pauta. 

O Cine Cleo homenageia Cleo de Verberena (1909- 1972), a primeira mulher brasileira a dirigir um longa-metragem no país, O Mistério do Dominó Preto, em 1930, e é uma realização da Secretaria de Cultura do Distrito Federal com o patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura.
 O cineclube faz ainda parceria com o projeto Verberenas, site colaborativo de críticas de cinema escritas por mulheres realizadoras audiovisuais. O projeto nasceu em 2015, dentro da Universidade de Brasília.

ELAS, POR TRÁS E NA FRENTE DAS LENTES
Por detrás das câmeras, muitas mulheres mostram suas formas de ver o mundo.  O Cine Cleo valoriza a produção delas na sétima arte. Não à toa, além de exibir filmes realizados apenas por diretoras nacionais, o projeto conta com uma equipe só de mulheres.



De um encontro que deu certo, a produtora cultural brasiliense Natália Pires convidou mais nove artistas para integrar o cineclube. Um time de primeira que conta com a curadoria de Amanda Devulsky, Erika Bauer, Glênis Cardoso e Isabelle Araújo, além de produtoras culturais conhecidas na cidade.

Por uma seleção que criva temas em voga, as produções vão debater o racismo, questões de gênero e feminismo, temas LGBTs, exclusão social, militância, resistência, terceira idade, maternidade, dentre outros.
Para dar o pontapé inicial com a temática Tradições e Rupturas, o poético curta-metragem Travessia (RJ) abrirá a sessão de quinta. Em quatro minutos, a diretora baiana Safira Moreira parte da busca pela memória fotográfica de famílias negras para mostrar seu povo e criticar o racismo. 

Na sequência, a produção Abigail traz, em 16 minutos, uma conexão entre o indigenismo e o candomblé. Uma casa aberta, de memórias quase extintas. O filme pernambucano é de Valentina Homem e Isabel Penoni.

No encerramento, o Ceará será representado no longa-metragem Aracati, de Julia de Simone e Aline Portugal. Seguindo a rota do Vento Aracati, o filme parte do litoral e adentra no interior deste estado. No percurso, a relação entre homem e paisagem, as transformações do espaço e os limites entre natureza e artifício são explorados.
Ao final, as cineastas  Viviane Ferreira e Letícia Bispo vão conduzir um debate.

CONFIRA AS SINOPSES DA PRIMEIRA SESSÃO: 


Travessia, de Safira  Moreira (RJ) – curta-metragem – 4’
Sinopse: Utilizando uma linguagem poética, Travessia parte da busca pela memória fotográfica das famílias negras e assume uma postura crítica e afirmativa diante da quase ausência e da estigmatização da representação do negro.




Abigail, de  Valentina Homem e Isabel Penoni (PE) – curta-metragem – 16’
Sinopse: Abigail Lopes une os pontos de um mapa humano que conecta indigenismo e candomblé. O avesso do inverso, uma casa aberta de memórias quase extintas.




Aracati, de  Julia de Simone e Aline Portugal (CE) – longa-metragem – 1h
Sinopse: Vale do Jaguaribe, Ceará. Seguindo a rota do vento Aracati, o filme parte do litoral e adentra pelo interior do estado. Nesse percurso, observa a relação entre homem e paisagem, as transformações do espaço e os limites entre natureza e artifício.
Debate: Viviane Ferreira (debatedora)  e Letícia Bispo (mediadora)




FICHA TÉCNICA
Curadoria: Amanda Devulsky, Erika Bauer, Glênis Cardoso, Isabelle Araújo
Produção executiva: Natália Pires
Produção técnica: Isis Aisha e Janaína Montalvão
Design e assessoria de comunicação: Flora Egécia (Estúdio Cajuína) Bianca Novais (Estúdio Cajuína)
Assessoria de imprensa: Baú Comunicação Integrada
Social media: Tainá Seixas

SERVIÇO
Cine Cleo (Cineclube das mulheres)
Estreia dia 19 de outubro, às 19h.
Em cartaz até agosto de 2018, quinzenalmente, sempre às quintas-feiras, às 19h.
Local:  Sala Conchita da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes – Conic (SDS)
Entrada franca.
Não recomendado para menores de 16 anos


Fonte: Baú - Comunicação Integrada

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