POLICIAIS FAZEM CURSO EM MOTOCICLETAS

O treinamento envolve prática de pilotagem em vários tipos de terrenos e condições climáticas  adversas além de noções de segurança e de direitos humanos

Durante nove semanas, 36 praças e oficiais de diversos batalhões do Distrito Federal participam do primeiro Curso de Motociclista Policial Militar de 2016. As aulas práticas e teóricas ocorrem desde 29 de fevereiro, no Centro de Treinamento Especializado, em Taguatinga Norte. Algumas atividades usam a estrutura do Kartódromo Ayrton Senna, no Guará, e da Floresta Nacional de Brasília, às margens da BR-070, além de percursos urbanos e rurais. O curso tem carga horária de 365 horas, com nove de aula diariamente. A instrução foi baseada na nova formatação do Instituto Superior de Ciências Policiais da PMDF.
No programa são ministrados desenvolvimento de habilidades e técnicas de pilotagem em ambientes e terrenos diversos, condução em pisos molhados, direção com segurança e mecânica básica. Também são abordados o tema direitos humanos e uso progressivo da força, incluindo técnicas de negociação, habilitação e treinamento com armas de menor potencial ofensivo, além de tiro prático, armamento e munição.

ESCOLTA E PERSEGUIÇÃO
As aulas práticas são em motos de 250 e de 700 cilindradas, com velocidades que chegam, em média, a 140 e 180 quilômetros por hora, respectivamente. Os formandos terão condições de atuar nas de 400, de 600, de 660 e até de 1.200 cilindradas. Entre os serviços previstos para esses policiais o subcoordenador destaca o motopatrulhamento ostensivo e preventivo em ambientes urbano e rural, a escolta para pessoas e para materiais, além da perseguição a suspeitos.
Diariamente, alunos e instrutores vistoriam cada uma das viaturas e nenhum deles treina sem equipamentos de proteção: capacetes, joelheiras, cotoveleiras, botas ou coturnos, luvas e uniformes reforçados e compridos.

SELEÇÃO
A CNH Categoria A para guiar ciclomotores era o pré-requisito inicial. O número de inscrições, porém, foi superior ao das 36 vagas, ultrapassando os 50 candidatos. Houve necessidade de uma seleção por perfis, habilidades e necessidade dos batalhões, entre outros critérios. A coordenação prevê outras duas edições até o fim de 2016, ainda sem data confirmada. A última ocorreu há dois anos.

Ádamo Araujo (Agência Brasília) – Foto: Dênio Simões

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