Explosão destrói apartamentos de prédio na zona sul do Rio


Peritos que avaliam o prédio onde ocorreu uma explosão na manhã desta segunda-feira (18), danificando todos os apartamentos do edifício de 19 andares, descobriram que uma tubulação de gás estava desconectada. A informação reforça a principal hipótese sobre a causa do acidente, a de um vazamento de gás, como mostrou o Jornal Nacional.

Foram feitas duas perícias no prédio. Uma estrutural, que já descartou o risco de desabamento, e outra para saber o que causou o acidente. Os peritos recolheram um pedaço do aquecedor de gás que ficava no apartamento que explodiu, o 1001, e foi parar no playground do prédio vizinho. A probabilidade maior é de que havia gás acumulado em alguma parte do imóvel que explodiu.

Quatro pessoas ficaram feridas no acidente. Quem se feriu com maior gravidade foi o morador do apartamento onde ocorreu a explosão. Ele foi identificado como o alemão Markos B. Maria Muller, de 51 anos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a vítima teve 50% do corpo queimado. Ele passou cirurgias por causa dos ferimentos no tórax, rosto, pescoço e no abdômen e seu estado de saúde é considerado grave, na UTI.
Outras três pessoas tiveram ferimentos leves e foram atendidas no local, sem precisar de atendimento hospitalar.


 
Imóveis devastados
 
A destruição provocada pela explosão impressionou os moradores. Máquina de lavar louça foi parar na piscina, aparelho de ar condicionado destruído no chão, grades retorcidas, janelas e paredes arrebentadas. Eletrodomésticos despencaram de uma altura de mais de 30 metros. Uma câmera da loja Tempero e Doce, que fica ao lado do condomínio, registrou destroços despencando na hora da explosão.

A explosão aconteceu pouco antes das seis da manhã, num apartamento do décimo andar do edifício de 19 andares, mas danificou todos os 72 apartamentos. Os mais prejudicados ficam entre o oitavo e o 13 andar.

A explosão foi tão forte que atingiu prédios vizinhos. Ao longo de toda a segunda-feira, muitos homens da prefeitura trabalharam na região para limpar a sujeira. À tarde, escombros eram jogados das varandas. Os funcionários da prefeitura retiravam o que poderia despencar e também removiam o material que se acumulou na laje do oitavo andar.

Por volta das 16h30, os moradores puderam voltar ao Edifício Canoas para buscar os pertences que ficaram nos apartamentos. Cada grupo teve até 10 minutos para entrar nos imóveis, até o início da noite. Uma das moradoras retirou o cão, que segundo ela estava debaixo da cama, assustado.

Fonte: G1

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