Tomara que as pessoas curtam', diz Jorge & Mateus no DF sobre novo CD

Sertanejos de Itumbiara, em Goiás, dizem ter afinidade com a capital. Dupla celebra 10 anos; Brasília foi um dos primeiros locais em que tocaram.

A dupla sertaneja Jorge & Mateus lança nesta semana o novo álbum “Os Anjos Cantam”. Esse será o primeiro CD de músicas inéditas da dupla depois de quase três anos. Com 17 faixas, algumas canções já estão nas rádios, como “Logo eu”, “Calma”, “Nocaute” e “31/12”. Em entrevista ao G1 antes de show no DISTRITO FEDERAL na última quinta-feira (26), eles falaram sobre a expectativa do novo projeto.

“O disco demorou tanto tempo para a gente fazer, a gente conciliou com shows, com a vida pessoal, mas o resultado eu acho que foi bacana, ficou o que a gente esperava”, disse Mateus. “Tomara que as pessoas curtam também.”

O show na capital federal teve repertório composto pelos principais sucessos da dupla, como “Pode chorar”, “De tanto te querer”, “A hora é agora”, “Duas metades”, “Enquanto houver razões” e “Prisão sem grades”, além de hits já conhecidos do novo CD.
Os músicos de Itumbiara, no interior de Goiás, estão entre os principais nomes do sertanejo universitário do país. Neste ano a dupla comemora dez anos de carreira. Jorge contou que Brasília foi uma das primeiras cidades em que eles tocaram.
“Quando começou nosso trabalho em Itumbiara, a primeira grande cidade em que a gente tocou foi Goiânia, logo em seguida, Brasília. Eu lembro que não conhecia Brasília, nunca tinha vindo aqui”, disse. “Hoje a gente já fez mais de 20 shows aqui durante esses dez anos de carreira e a gente foi vendo uma evolução bacana do público.”

Ele disse que Brasília tem grande importância para a dupla. “Por ser a capital federal, por ter estilos musicais tão diferentes, por ter uma galera que é formadora de opinião”, disse. “Nossa história com Brasília é bacana. Temos muitos amigos aqui, muitos fãs e a gente fica sempre muito feliz de estar tocando aqui, se sente bem, se sente à vontade. Eu acho que isso é muito legal.”

Para Mateus, o sentimento com relação a cidade é de gratidão. “Brasília significa gratidão para a gente”, disse. Questionados se o Distrito federal estava deixando de ser “a capital do rock” para se tornar a “capital do sertanejo”, Mateus negou acreditar que estivesse havendo essa inversão. “Eu acho que não, e nem deve. Na verdade, eu acho que tem que ser a capital da música”, disse.
Conhecido por gostar de rock, o músico afirmou que a capital federal tem espaço para todos os estilos. “Como todas as cidades, o ser humano é totalmente diferente um do outro. É impossível todo mundo querer escutar a mesma coisa. Tem que rolar um respeito e tem que ter para todo mundo, para todos os gostos”, disse. “Brasília, tanto musicalmente falando do rock e do sertanejo, tem artistas incríveis  e públicos incríveis para os dois.”

Para Jorge, a cidade tem um público eclético. “O diferencial muito grande de outras cidades do Brasil é porque aqui nós temos realmente pessoas de todos os cantos do país, não só o rock, o sertanejo, mas o forró, a música eletrônica, então aqui tem uma variedade cultural muito grande porque temos goianos, nordestinos, cariocas, mineiros”, disse. “Tem um pouquinho de cada canto do Brasil e dá para se ouvir de tudo, da para ir à balada de todo jeito aqui em Brasília.” 

Fonte: G1

 

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